Assim que acabei de
falar com ele fui dormi, no dia seguinte acordei ás sete. Fui ao banheiro,
tomei um banho e vesti um moletom cinza e uma calça jeans, pois era inverno em
Toronto estava fazendo muito frio, o Jus veio me buscar em casa ás oito e meia.
Entrei em seu carro e assim fomos à clínica de câncer. Chegando lá, pelos
corredores eu vinha crianças doentes, adultos e até garotas como eu. Estava
sentada quando uma menininha veio até mim e disse.
– Você está doente? Perguntou ela.
A garotinha era pequena, tinha os cabelos curtos por causa
do câncer.
– Estou com LLC.
– Eu também estou com LLC!
– Jordin! Disse á mãe dela.
Ela veio até nós.
– Jordin tem nove anos, foi diagnosticada aos cinco anos.
Ela está com LLC e pelo o que eu ouvir você também está não é?
– Estou, fui diagnosticada essa semana!
– Boa sorte! Falou ela levando a menina.
– Pra vocês também. – Falei.
Não demorou muito até que chegou a
hora de entrar, deitei em uma cama e eles me deram um medicamento chamado Fludarabina, passei algumas horas ali porque o remédio tinha alguns
efeitos colaterais. Passou alguns minutos e vomitei. Foi horrível pensar que o
Jus estava vendo tudo, ele me olhava com um olhar preocupante.
– Calma tudo irá melhorar. Isso é
só um efeito colateral! Disse ele segurando minha mão.
– Eu sei. – falei. – Mais é
horrível!
O médico disse que
eu só iria embora ao final da tarde.
– Vou comer alguma coisa, você
quer?
– Não posso, o médico disse que
tenho que ficar em jejum lembra?
– Ah é mesmo, me desculpe! Disse
ele saindo.
Cada segundo naquela clínica era mais
entediante, passou alguns minutos e médico entrou para trocar a medicação.
– Esse remédio irá diminuir as
chances da doença crescer, você pode ter algum mal estar mais é mais um efeito
colateral da doença. Daqui á uma hora a enfermeira irá trazer comida para você
se alimentar antes de ir para casa! Disse ele.
– Obrigada! Falei.
Quando você está doente e tem várias pessoas
te ajudando, você meio que se sente na obrigação de agradecer. Eu meio que
agradeci umas trinta vezes naquele dia, já tinha passado um hora, o Jus já
estava no quarto quando a enfermeira entrou com uma bandeja cheia de comida.
Tinha salada, um suco de beterraba e um guardanapo. Como eu sou vegetariana, nem
reclamei, pois amava verduras.
– Aqui está Leah! Disse a
enfermeira.
– Obrigada por trazer Sra. Sparks!
Falei.
Ela saiu e comecei a comer, estava morrendo de
fome.
(...)

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