Quando acabei de
comer fui tomar um banho, vesti uma roupa que avia trazido e fui para casa com
o Jus.
– Como se sentiu com a sua primeira quimioterapia? Perguntou
ele.
– Foi diferente, mas foi legal. – falei.
Ele sorriu e segurou
minha mão, entramos no carro e o rádio começou a tocar uma música.
– Arctic Monkeys essa banda é minha preferida! Disse ele.
– Que música é? Perguntei.
Eu nunca tinha ouvido aquela banda, era uma banda britânica
com um estilo bem rock.
– Brick by Brick!
Sorrir e curtimos a
música. Eu não gostava muito de rock, preferia mais o pop, mais ouvir junto
mesmo assim. Assim que chegamos em casa por volta das seis fui direto para meu
quarto.
– Quer comer alguma coisa Leah? Perguntou minha mãe.
– Eu já comi na clínica! – falei.
Fechei á porta, pois
queria ficar sozinha. Mais mesmo assim minha mãe batia na porta.
– Filha, abra a porta! Falava ela.
– Eu preciso ficar sozinha mãe!
– Me deixe falar com você, é rapidinho.
– O que é? Falei abrindo à porta.
Ela me puxou até a cama e sentamos.
– Porque você está assim Leah?
– Eu não queria está doente, eu não queria fazer o Jus sofrer,
eu não queria fazer você sofrer mãe. Eu te amo, e sei que vou morrer, a senhora
já perdeu o papai e agora vai me perder também! Isso é injusto, uma pessoa não
vive feliz sozinha. – Falei chorando.
– Filha, eu te amo e se você morrer ou não eu estarei aqui,
eu sei que uma pessoa não vive feliz sozinha, mas a vida continua todos temos
que superar uma perda. Eu vou está com você nessa, não deixe o câncer te vencer
tão rápido assim, mostre á ele que você é forte Leah. Eu acredito em você e
você tem que acreditar também!
Eu via lágrimas no
rosto da minha mãe e aquilo que ela avia me dito só fez me deixar mais forte!
– Vamos comer? Perguntou ela.
– Vamos! Falei.
Descemos até a cozinha e vi a mesa toda arrumada.
– Nossa mãe como a senhora caprichou! Falei sentando á mesa.
– Eu sei! disse ela sorrindo.
Nós duas rimos.
(...)

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